Como bom rondoniense e portovelhense de coração, assim como muitos, também fiquei indignado com a matéria publicada pela revista época de 30/03/2009, intitulada "Porto Velho: a cidade que não estava lá", assinada pela repórter especial Eliane Brum. Na reportagem ela conta o caso de uma esposa de um dos trabalhadores que vieram para Porto Velho trabalhar em uma das obras das Usinas que deixaram uma casa alugada em Cuiabá e reclama das condições onde mora, além de outros vários problemas. Ela reclama do calor e veio de Cuiabá, onde a cidade já foi objeto de música
(É como não sentir calor, em Cuiabá - Skank). Como se em outros lugares do Brasil o filho dela não fosse pegar dengue. Vá pro Rio de Janeiro, que além da dengue, tem os bandidos de quebra, muito mais armados que os daqui, bala perdida, saúde precária e ainda "guerra urbana". Problemas de eduacação e saúde, hoje temos isso em todos os Estados do Brasil, diga-se que existem situações piores que aqui, veja o que a televisão tem mostrado. E o que me parece, esses "encontros" em sua casa deixou de ser encontro, pra ser um "movimento" anti Porto Velho.
Sinceramente, Porto Velho não precisa de gente que pensa assim, que já vem com espírito de derrota e depressivo, com preconceito em alto grau. Agente não precisa disso aqui, podem ir embora. Não reclame do povo Rondoniense e Portovelhense, pois, ainda assim, somos poucos os rondonienses aqui. Tem muito aventureiro e gente que não conseguiu nada lá fora, vem pra cá consegue um pouco pra comer, já vem cantando de galo. Não quero generalizar, pois tem muita gente de fora, que adotou essa terra de coração aberto. Tem pessoas, inclusive muitos desses trabalhadores, que vieram de lugares ermos, como os que vieram de TO, de outra obra de Usina, estão achando muito bom morar aqui, a obra é dentro da cidade. Isso a reportagem não mostra.
Sinceramente, Porto Velho não precisa de gente que pensa assim, que já vem com espírito de derrota e depressivo, com preconceito em alto grau. Agente não precisa disso aqui, podem ir embora. Não reclame do povo Rondoniense e Portovelhense, pois, ainda assim, somos poucos os rondonienses aqui. Tem muito aventureiro e gente que não conseguiu nada lá fora, vem pra cá consegue um pouco pra comer, já vem cantando de galo. Não quero generalizar, pois tem muita gente de fora, que adotou essa terra de coração aberto. Tem pessoas, inclusive muitos desses trabalhadores, que vieram de lugares ermos, como os que vieram de TO, de outra obra de Usina, estão achando muito bom morar aqui, a obra é dentro da cidade. Isso a reportagem não mostra.
Já ouvi a seguinte história, de um desses trabalhadores recém chegados. Feliz da vida ele falava que Porto Velho é bom, ele está satisfeito aqui, pois em SP, sua terra de origem, acordava às 5:00 da manhã, para pegar um ônibus pra chegar quase às 08:00 hs da manhã no trabalho, passava o dia inteiro trabalhando e mal tinha tempo pra comer, 15 minutos de almoço, onde o que ele podia comer era um mixto quente na padaria perto de onde trabalhava. Mal via a esposa e filho, quando dava, via sua família no domingo. Ele até brinca que seu filho já estava falando "Mãe, cadê o moço que almoça com a gente no domingo? Ele não veio?". Hoje, muito satisfeito, ele acha fantástico, e fica surpreso que as pessoas tem o hábito de almoçar em casa. Hábito esse que está começando a se perder. A cidade vai crescendo.
Concordo que Porto Velho tem seus problemas, que já estavam aqui, antes da revista, como diz o vice-prefeito Emerson Castro: "Problemas? Certamente teremos, porém, poderemos enfrenta-los com saúde e dinheiro no bolso." Porto Velho é a bola da vez, pela primeira vez o Governo Federal está investindo em indústria no Estado. Não precisamos da Revista muito menos de pessoas que estavam lá fora passando fome e que estão vindo saciar essa fome aqui. Cuspindo no prato que estão comendo. Quer fcar na cidade, fique, mas ajude a melhora-la, não quer ficar, vá embora ! Você não está preso tem livre arbítrio pra ir.
Como concordei em tudo que o vice prefeito escreveu, coloco aqui seu texto na íntegra, também publicado pelo Jornal Eletrônico Rondoniaovivo.
Como concordei em tudo que o vice prefeito escreveu, coloco aqui seu texto na íntegra, também publicado pelo Jornal Eletrônico Rondoniaovivo.
ÉPOCA - A REVISTA QUE NUNCA ESTEVE AQUI
Olhem só, não vou me anteceder por rodeios, nem repetir a reportagem que compara a nossa cidade ao portão de entrada do inferno.
Sou portovelhense de mãe, avó e bisavó. Fiquei abismado ao ler o texto que relata com cruel maestria a opinião tendenciosa e negativista de algumas pessoas citadas na reportagem que dizem "estar sendo obrigadas a vir para Porto Velho".
No meu parco entendimento, o cidadão livre no nosso país só é obrigado a permanecer onde não quer em caso de condenação transitada e julgada em todas as esferas do nosso judiciário, ou seja, no caso de ser "preso".
O texto foi duplamente infeliz, pois esconde-se atrás de fatos isolados, na tentativa clara de fazer ataques ao único momento da história em que a nossa amada Porto velho recebe recursos reais e de grande monta por parte do governo federal e a incompreensível e gritante intenção de esculhambar a nossa cidade, pois uma das premissas fundamentais de qualquer texto jornalístico sério e que mereça respeito é de que TODOS os lados da história devem ser abordados, o infeliz texto , no caso, é absolutamente e vergonhosamente unilateral.
Ora, onde estava a revista ÉPOCA, quando há 4, 8, 10 anos atrás, a nossa cidade e o nosso povo adoecia, por falta de investimentos de infra-estrutura, ou perdia a sua dignidade por falta de perspectivas de empregos?
Onde estava a revista ÉPOCA, quando os prefeitos da capital iam até Brasília e eram tratados como cachorros, sem conseguir falar sequer com o chefe de gabinete dos ministros de plantão?
Onde estava a revista ÉPOCA quando precisávamos de recursos para ÁGUA TRATADA, ESGOTO, VIADUTOS, PONTES, RECURSOS PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA???
Onde estava a revista ÉPOCA quando os nossos agricultores precisavam de recursos para tocar suas lavouras e não encontravam crédito porque suas áreas eram do INCRA e não se tocava no assunto da regularização fundiária rural?
Onde estava a revista ÉPOCA quando a nossa cidade era tratada sempre como o "patinho feio" nos repasses de recursos e investimentos federais?
Onde estava a revista ÉPOCA, quando um cidadão portovelhense, ou um migrante procurava emprego no mercado de trabalho e não encontrava, não tendo assim condições sequer de alimentar seus filhos e cria-los dignamente???
Assim como mostraram depoimentos de pessoas que dizem estar sofrendo até de depressão, eu CITO umas boas dúzias de pessoas que para cá vieram. Ganharam dinheiro. Foram embora de nossa cidade batendo até a poeira dos sapatos na porta do avião porque "não queriam levar nem um grão de areia daqui" e pouco tempo depois, voltaram com rabo entre as pernas, depois de perderem tudo o que aqui ganharam, para "recomeçar suas vidas" e curar suas depressões.
Porto Velho é MÃE, de TODOS e TODAS.
É cidade que se abre A TODOS e oferece oportunidades indistintamente, e justamente agora, que temos um cenário de fortes investimentos em nossa cidade, vem essa revista dizer que aqui existe uma cidade que "não estava lá..."
E ANTES?????
Que espécie de canalhice é essa que trata toda a cidade e seu povo de forma tão vil, leviana e tendenciosa?
Sabemos que, junto com as hidrelétricas, vem também problemas estruturais, porém agora TEMOS SIM PERSPECTIVAS REAIS DE DESENVOLVIMENTO.
Os problemas SEMPRE EXISTIRAM. Antes em uma intensidade MUITO MAIOR, mas agora, temos condições de ter pão em nossas mesas e garantia de dignidade e oportunidade a todos.
E DAÌ? Se o preço do aluguel está mais alto? Garanto que quem já morava aqui tinha e TEM sua casa e não pagarão aluguel.
E DAÍ? Se aqui na nossa cidade falta água tratada e esgoto? Nós que aqui estamos AGORA TEMOS A ESPERANÇA de que teremos esses benefícios.
Uma coisa é certa. NÃO PRECISAMOS DE UMA REVISTA QUE VEM EM NOSSO QUINTAL, EM NOSSA CASA APONTAR(OU MELHOR...AUMENTAR) OS PROBLEMAS QUE JÁ TEMOS.
Quando mais precisávamos de ajuda a revista ÉPOCA não estava aqui!
Pois agora eu afirmo - A REVISTA ÉPOCA É A REVISTA QUE NUNCA ESTEVE AQUI ! ! ! !
Porto Velho é uma cidade carente, que se vê hoje, no cenário nacional como a redenção do país, e como tal, teremos porque MERECEMOS grandes investimentos e benefícios.
Problemas? Certamente teremos, porém, poderemos enfrenta-los com saúde e dinheiro no bolso.
Não nos apontem o dedo, nem venham pra cá na esperança de curar "suas depressões", que me perdoe , quem desse mal sofre. Porque não somos clínica nenhum de alienígena aproveitador.
Queremos e abraçamos todos que pra cá vem com a alma desarmada e recheada do melhor sentimento de esperança e positividade. Temos que cuidar dos nossos e certamente assim o faremos, porque essa é a índole do nosso povo!
Perdoem-me a rudeza de partes desse texto, mas como PORTOVELHENSE, não poderia deixar de me indignar com essa revistinha que se diz dona da verdade, de uma verdade que mostrou desconhecer suas origens...
A Revista ÉPOCA SIM, mostrou que é uma REVISTA QUE NUNCA ESTE AQUI E QUE DE MINHA PARTE CONTINUARÁ SEM ESTAR!!!
Emerson Castro – PORTOVELHENSE COM MUITO ORGULHO




